Na surdina estão querendo censurar a grande liberdade de manifestação e democratização da informação na internet. Nosso senado brasileiro se posiciona na contramão desta revolução.
Mais informações sobre o assunto, visite o Blog do Sergio Amadeu.
Assine direto a petição.
Eu assinei.
Como sempre acredito na união, no compartilhar pra crescer, talvez nunca mais ocorra em nossa moderna história um ano como o de 1968. Já li o livro do Ventura duas vezes. Parecia ser espontâneo e pipocavam aqui e ali diversas manifestações de idéias. Podiam até ser idiotas, mas eram ditas. Não haviam "you tubes", "blogs", "redes sociais". Era puro grito e imprensa censurada. Hoje trago em meu Blog os quatro programas "Arquivo N"da Globo News.
Eu consigo enxergar semelhanças entre o ontem e o hoje. Vocês não?
A ONB - OsteoNetworBrasil - criada em finalzinho de dezembro vai voltar a se mover. Desta vez incluirei nas discussões médicos residentes. Aqueles colegas que desejam que seus médicos residentes participem desta comunidade fechada de ortopedistas entre em contato comigo.
Como dói ser brasileiro.
Que fique um alerta e talvez seja criticado pelo aspecto informal das minhas observações por aqui. Lembro que sou ortopedista. Há muito deixei minhas aulas de parasitologia para trás.Posso fazer uma triste constatação: nós médicos brasileiros não estamos preparados para lidar com epidemias. Nós não estamos preparados para enfrentar um mosquito! Na verdade, antes, precisamos acreditar que ele existe.
Moro na Zona Norte de São Paulo, trabalho na Zona Norte de São Paulo, visto calças compridas, e, por hábito profissional, jaleco, enfim...sou um ortopedista...digamos assim, de hábitos normais. Estou bastante protegido, segundo a boa etiqueta infecto-carioca. Tive dengue e quem diagnosticou fui eu! É, eu apenas insisti em mim mesmo: anteontem peguei meu exame de sorologia pra dengue e foi confirmado.O curioso desta história toda é que se eu não fosse médico e EU MESMO NÃO PEDISSE OS EXAMES, eu nunca saberia.Conversei com infectologistas, diversos clínicos experientes e todos disseram ser pouco prováveis que meus sintomas fossem DENGUE. E era.
Sou médico e uma das coisas que aprendi, ao longo dessses quase quinze anos de formado, é que somos bastante falíveis. Atrás daquela “bata”branca existe um ser humano que as vezes raciocina com a lógica dos livros. Dor abdominal + febre + manchas - coriza = dengue. Só tive febre destes chamados sintomas clássicos. Não tive mancha.Não tive dor abdominal. Não tive vômitos e nem plaquetopenia.
Astenia excessiva, dor articular e febre somente,como já disse. Estes primeiros são pouco referidos na mídia. Raciocinei, além de ter escutado que alguns colegas no CHM tiveram dengue, que o Rio de Janeiro poderia estar próximo. Somos vizinhos. É só uma Dutra de distância.
Gente, o pensamento em época de epidemia deve ser inclusivo e não exclusivo. Vamos pensar que DEVE SER ATÉ QUE SE PROVE AO CONTRÁRIO E NÃO O INVERSO! Vamos salvar as nossas crianças e os nossos velhos, mais frágeis nesta nossa terra "brazilis"...VAMOS PENSAR DENGUE já!
Disseram até, após mencionar minha suspeita, que seria "dengo". Cancelei cirurgias pelo simples fato de não conseguir fechar minhas mãos! Só minha coluna foi poupada. As dores em joelhos e ombros aos movimentos era insuportável. Isto tudo me fez observar com mais carinho os pacientes com distúrbios reumáticos.
Espero dar um alerta pra nós mesmos. Espero também que algum colega infectologista opine por aqui. Espero que me desculpem por me solidarizar com o resto do povo brasileiro e ser tão pouco formal em minhas opiniões...
É que sou brasileiro...com muito orgulho...antes de ser médico.
Vale a pena ler também:
"A culpa é mesmo nossa"
"Dengue Brasil - Até quando?"
"Dengue - ABC da Saúde"
"Dengue por Drauzio Varela"
Já estou há pouco mais de trinta dias à frente de um de um dos maiores serviço de Ortopedia do Estado de São Paulo e percebi uma coisa: ele vai crescer mais! A continuar com a logística de apoio que tenho recebido, eu não tenho dúvidas. É impressionante, mas tem muita gente a fim de trabalhar e ajudar neste projeto, como fui descobrindo. Cada dia que passa tenho recebido ajuda voluntária e de "coração", como percebo, de vários colegas, inclusive de outras especialidades. Eles passaram a compreender nosso projeto. Foi decretado o fim das versões. Está em alta a verdade dos fatos como pude comprovar neste mês que finda.
Comprovei que tenho colegas no corpo clínico de um nível muito mais elevado, tanto pessoal como profissional, do que daquilo que eu sequer imaginava. Tenho profissionais que vão e devem continuar a ensinar toda a Ortopedia que sabem. Já disse e repito: não sou chefe de nada - e insistem em me chamar assim. Estou apenas para servir àquele serviço que me formou. Tenho minhas idéias e vou aplicá-las, sem atropelos é claro.
Aumentamos a rotatividade da enfermaria de forma absurda e rápida. Não pensei que fosse tão simples. Pode parecer até boçalidade, mas o tal do "google docs" aumentou nossa produtividade. Digam o que quiserem, mas fomos e somos vanguarda hoje no controle em tempo real de casos internados dentro de um serviço público. Desconheço projeto semelhante. Os nossos médicos residentes estão sendo fundamentais neste processo. Eles - óbvio, sempre tem o "tico e o teco" - estão compreendendo o novo modelo e fazendo aquele antigo barco a vela ganhar motor.
Criamos uma "newsletter", mais ou menos mensal, e ninguém está mais desinformado sobre o que ocorre dentro do serviço. SMS, MMS, email, "Newsletter", Menseger, Skype, tudo está sendo usado em benefício de um aumento de produtividade dentro da ortopedia. Outro dia p. ex., Dr Auro Mitsuo, preceptor de mão, recebeu via MMS e email, fotos de uma fratura-luxação transestilo-transescafo perissemilunar do meu Smartphone e sugeriu conduta em tempo real. Aceita sua sugestão, foi a salvação para um especialista em pé com um caso grave de mão.Tempos mais que modernos e nem Chaplim teria sonhado que seria desta forma.
Agradeço aos colegas que pedem para que eu volte a escrever no Blog. Estou voltando, pois percebi que mesmo afastado ele continua bombando.Tem gente querendo me ler. Outro dia - e aí vão me chamar de mentiroso - o telefone de casa toca e alguém fala: "Alô, aqui é fulano de tal do jornal Estado de Sâo Paulo e eu queria fazer uma pergunta...o senhor é parente de Carlos Drumond de Andrade". Eu:"quem?".O fulano:"Drumond, o escritor...". Eu com pausa pra digerir:"você tá louco cara?". O ainda fulano:"desculpe então, tchau!". Eu: "tchau", katzo, e penso:sujeito esquisito.
Ontem tive cerca de 240 carregamento de páginas. Na terça de 154 visitas,9 pessoas voltaram depois ao Blog espontaneamente.
Tenho recebido consulta de brasileiros que estão no Japão!
Já prometi, estou voltando.
Segunda passada iniciei minhas atividades na Chefia da Ortopedia do CHM. Uma coisa interessante: MEU TELEFONE NÃO PARA DE TOCAR!!! Todo dia carrego a bateria do "sujeito". Já estou até pensando num NEXTEL. É residente querendo saber de antibiótico, é parabéns de um, é enfermeiro querendo saber o que fazer com a RPA lotada, é mais parabéns de outro, é diretor de setor observando uma coisa ali e outra acolá e aí mais parabéns. Faz parte.
Trabalho também faz parte né? Estamos assumindo, desde segunda responsabilidade por todos os pacientes ortopédicos do CHM, inclusive os que estão no PS aguardando vaga nos andares. Isto é uma postura pessoal. Estamos agilizando em tempo real o controle destes pacientes. Os residentes estão aprendendo a usar o Google Docs. A produtividade e resolutividade dos casos vai aumentar. Não tenho dúvidas. Eles abraçaram as novas idéias e estão, a priori, se empenhando em se adequar a "nova" ordem.
Pra frente e...um degrau de cada vez...
Fui...êpa...o telefone tá tocando novamente!
Há mais de uma década iniciei minhas atividades no CHM. Já mencionei por aqui. Não vou repetir. Estava há um ano afastado das atividades de Coordenação. Fui convidado há pouco mais de uma semana, desta vez para fazer a Coordenação de toda a Ortopedia da Enfermaria e aceitei. Começarei em breve, se forças ocultas “a la” Janio Quadros não atrapalharem.
Sinto possivelmente o que João Saldanha sentiu quando de “quebrador de vidraça” passou a vidro, no momento em que começou a comandar a Seleção Brasileira antes da Copa de 1970. Era comentarista e crítico sagaz até que alguém da CBF um belo dia disse: “professor...então resolva”. Ele matou no peito, assumiu o risco e já parafraseando um grande amigo meu: “a história não reconhece os covardes ”...isto ecoa hoje em minha cabeça como uma pequena cefaléia... e talvez o João “Sem Medo”, como era apelidado, seja uma bela figura pra servir como exemplo. Ele preparou o “escrete canarinho” pro tri-campeonato.Não fugiu do desafio.
Então mãos a obra.
Mudanças assustam a todos. Gera insegurança. Possivelmente alguns colegas da enfermaria devem se sentir desta forma. É natural. Foi bastante traumático, mas necessário, como foi me passado. A vida é assim, com desafios, são sempre altos e baixos. Entretanto as idéias precisam ser recicladas. Novos conceitos devem ser aplicados. Feliz daqueles que não fogem dos desafios e se adaptam às mudanças, virando o jogo. Tenho certeza que nada como alguém de dentro ou, como dizem alguns, “uma cria da casa”, pra tocar este período de transição que se inicia. Realmente este continua sendo um dos grandes mistérios que rondam nosso serviço: o “porquê” de, até agora, alguém formado dentro hospital, dentro da Ortopedia, não ter sido convidado a fazer parte desta engrenagem. Espero contribuir para a abertura desta porta. Na verdade vou mantê-la aberta o máximo possível. Calma lá, nada será intempestivo, nada será feito sem discussão. Mas terá que ser feito. Afirmo que, a princípio, NADA SERÁ MUDADO DO COMBINADO ENTRE A COORDENAÇÃO ANTERIOR E A QUE SE INICIA. Repito: não haverá nenhum tipo de perseguição ou caça às bruxas como podem especular alguns terroristas de plantão(perdoem o trocadilho).
Anteontem, apenas dois deles não foram comunicados por mim. Foi um bom começo. Para aqueles que faltaram receber minha ligação peço um pouco de calma. Isto terá que ser feito pessoalmente e com todo o respeito. Tive boa receptividade da imensa maioria deles. Conheço todos afinal. Como já disse, sou cria da casa e me considero parte deste “staff” mais antigo, apesar de alguns poucos não considerarem colegas do Pronto Socorro como parte deste chamado “staff”. É impressionante, mas é verdade. Apesar de estar há dez anos no serviço não sou tido como membro do “staff”.
Um pouco de desconfiança, mas sobretudo muitos estímulos positivos vieram da MAIORIA destes colegas. Como dizem aqueles economistas do COPOM e já adaptando o “economês” à minha situação: “...previsão de manutenção da taxa de juros com viés positivo...” a meu favor, claro.
Tenho algo que trago em mim e que não devo perder. Sempre confio nas pessoas e nas palavras. Isto pra mim é fundamental e vale mais que uma assinatura. Desde já agradeço a todos aqueles colegas da enfermaria e do PS, residentes, ex-residentes, que me apoiaram e me parabenizaram ontem e hoje.
Na prática somente a partir da semana que vem tentarei iniciar meus trabalhos.
Lembro a todos que não basta ser forte, tem que ser flexível.
É, minha autoterapia blogueira vai (re)começar.
Muitos estão me abordando: "...e aí parou com o Blog?". Não, não parei, estou de férias apenas e fazendo uma faxina mental. Fui à Fortaleza, voltei e estou no momento analisando projetos pessoais e profissionais para 2008. O ano começou muito bem, mas temo que minha autoterapia blogueira irá retornar em breve, entre loutras coisas, porque meu time este ano vai dar trabalho...pros torcedores. Começamos perdendo para o glorioso "Madureira" de Muriqui e companhia. Os futurólogos de plantão já garantirtam: este ano dá praia pro meu Vascão.
Calma pessoal, vou voltar.
Muito trabalho neste final de ano me impedem de voltar ao Blog. Deve ser pelo período árido de idéias e de benevolência nas minhas críticas. Isto sempre acontece todos os finais de ano. Há também o tempo para montar a comunidade fechada da "OsteoNetworkBrasil" comentada alguns POSTS atrás. Ainda estou devendo o podcast com especialista em joelho sobre "Cisto de Barker" que prometi por aqui. Estou devendo, também em podcast, o debate entre o Danilo e o Eduardo Ribeiro que já confirmaram presença. Este último me pediu apenas um tempinho para se habituar ao novo "terreno" que começou a ocupar. Ele merece.
Ontem tentei enviar Torpedos SMS para todos aqueles que de certa forma participam do meu círculo de relacionamento e contribuem para meu crescimento individual. É um pouco filosófico, mas é assim que encaro a vida. Para aqueles que receberam e para aqueles que não receberam, pois temos que contar com os emprevistos da "Vivo", um FELIZ NATAL do Ch.B.F. blog.
Fiquem com o U2:
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